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A UICN em Guiné-Bissau
A UICN (União Mundial para a Natureza) está na origem da criação da reserva de Biosfera do Arquipélago de Bolama-Bijagós, reconhecida pela UNESCO em 1996 e que engloba o Parque Nacional de Orango e o Parque Marinho Insular de João Vieira-Poilão.
Na sequência do protocolo de acordo assinado com o governo da Guiné-Bissau, a UICN assegura a gestão da reserva. A aposta é bastante importante na medida em que a reserva, que engloba mais de 80 ilhas entre as quais 20 são habitadas, é particularmente rica no que concerne a fauna marinha ( seláceos, tartarugas, manatim etc.) e constitui uma importante zona de nidificação para mais de dois milhões de aves. Um dos desafios relevantes em matéria de conservação e de desenvolvimento é a coabitação com uma população humana de cerca de 25000 habitantes, composta de Bijagós e de imigrantes mais recentes que possuem duas abordagens diferentes sobre a gestão dos recursos naturais renováveis , às vezes conflituais.
A UICN em Guiné-Bissau, ao elaborar protocolos de pesquisa sobre a dinâmica das populações animais marinhas ameaçadas e a avifauna, bem como as metodologias de gestão participativa, e ao dar um apoio técnico e financeiro aos organismos de pesquisa da Guiné-Bissau concernados (CIPA, INEP etc.) joga desta forma um papel de federador.
O coodenador nacional do Projecto é o Senhor Alfredo Simão da Silva, analista em planificação costeira.
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L'UICN en Guinée-Bissau
L'UICN (Union mondiale pour la nature) est à l'origine de la création de la Réserve de Biosphère de l'Archipel Bolama Bijagos reconnue par l'UNESCO en 1996 et qui englobe le Parc national d'Orango et le Parc national marin insulaire de Joao Vieira- Poilao.
Suite à un protocole d'accord avec le gouvernement bissau-guinéen, l'UICN assure la gestion de la Réserve. L'enjeu est d'importance puisque la Réserve, qui englobe plus de 80 îles dont 20 habitées, est particulièrement riche en ce qui concerne la faune marine (sélaciens, tortues, lamantins etc..) et constitue une importante zone de nidification pour plus de deux millions d'oiseaux. Un des enjeux majeurs en matière de conservation et de développement est la cohabitation avec une population humaine d'environ 25000 habitants composée de Bijagos et d'immigrants plus récents qui ont deux approches différentes de la gestion des ressources naturelles renouvelables parfois conflictuelles.
L'UICN de Guinée-Bissau en élaborant des protocoles de recherche sur la dynamique des populations animales marines menacées et de l'avifaune ainsi que des méthodologies de gestion participative, et en apportant un soutien technique et financier aux organismes de recherche bissau-guinéens concernés (CIPA, INEP etc..), joue un rôle fédérateur.
Le coordonnateur national du Projet est Alfredo Simao da Silva, analyste en planification côtière.